CASA Sri Aurobindo - Núcleo para o Livre Desenvolvimento da Consciência

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O Mestre Divino (06)

Mas tudo isso, embora de considerável importância histórica, nada significa para nosso presente propósito. Nós nos ocupamos somente com a figura do Mestre divino conforme nos é apresentado no Gita, e com o Poder pelo qual ele atua na iluminação espiritual do ser humano. O Gita aceita a condição de avatar humano; pois o Senhor fala da repetida, da constante manifestação do Divino na humanidade, quando Ele, o eterno Não-Nascido, assume por sua Maya, pelo poder da infinita Consciência, o revestir-se aparentemente em formas finitas, nas condições do vir-a-ser que nós chamamos de nascimento. Mas não é sobre isso que colocamos nossa ênfase, mas no Divino transcendente, cósmico e interior; é na Fonte de todas as coisas e no Mestre de tudo e na Divindade secreta no homem. É a essa divindade interna que o Gita se refere quando fala do executor de violentas austeridades asúricas que perturbam o Deus dentro, ou do pecado daqueles que desprezam o Divino hospedado no corpo humano, ou da mesma Divindade destruindo nossa ignorância pela flamejante lâmpada do conhecimento. É então o eterno Avatar, esse Deus dentro do homem, a Consciência divina sempre presente no ser humano que, manifestada em uma forma visível, fala para a alma humana no Gita, ilumina o significado da vida e o segredo da ação divina e dá a ela a luz do conhecimento e guiança divinos e a confiante e fortificante palavra do Mestre da existência no momento em que ela se encontra face a face com o doloroso mistério do mundo. É isso que a consciência religiosa indiana busca trazer para próximo de si em quaisquer formas, seja em imagem humana simbólica que ela cultua em seus templos, seja na adoração de seus avatares, ou na devoção do Guru humano através do qual a voz do próprio e único Mestre-do-mundo é ouvida. Através desses, ele busca despertar aquela voz interior, desvelar aquela forma do Sem-Forma e permanecer face a face com aquele divino Poder, Amor e Conhecimento manifesto.

Sri Aurobindo, Essays on the Gita, First Series

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As quatro austeridades e as quatro libertações (46)

E, no entanto, o homem já sabe, primeiramente de forma obscura, mas a cada vez mais clara à medida que se aproxima da perfeição, que só o amor pode pôr fim ao sofrimento do mundo; somente a alegria inefável do amor em sua essência pode arrancar do universo a dor ardente da separação. Pois só no êxtase da união suprema a criação descobrirá seu propósito e sua realização.

É por isso que nenhum esforço é árduo demais, nenhuma austeridade é rigorosa demais se podem iluminar, purificar, aperfeiçoar e transformar a substância física para que ela não possa mais esconder o Divino quando Ele assume uma forma exterior na Matéria. Pois então esta maravilhosa ternura será capaz de se expressar livremente no mundo, o amor divino que tem o poder de transformar a vida em um paraíso de doce alegria.

Isto, você dirá, é o culminar, o coroamento do esforço, a vitória final; mas o que deve ser feito para alcançá-lo? Qual é o caminho a seguir e quais são os primeiros passos no caminho?.

A Mãe, On Education, pg. 70

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