CASA Sri Aurobindo - Núcleo para o Livre Desenvolvimento da Consciência

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XIII. O Senhor do Sacrifício (05)

Somente quando o ser individual começa a perceber e reconhecer em seus atos o valor do si nos outros, bem como o poder e as necessidades de seu próprio ego, quando começa a perceber a natureza universal por trás de seus próprios trabalhos e através das divindades cósmicas, quando obtém algum vislumbre do Uno e do Infinito, então ele está a caminho da transcendência de sua limitação pelo ego e da descoberta de sua alma. Ele começa a descobrir uma lei que não é a de seus desejos, à qual seus desejos devem estar cada vez mais subordinados e sujeitos; ele progride do ser o puramente egoísta para um ser compreensivo e ético. Ele começa a dar mais valor às reivindicações do si nos outros e menos às reivindicações de seu ego; ele admite o conflito entre egoísmo e altruísmo e, com o incremento de suas tendências altruístas, prepara a ampliação de sua própria consciência e ser. Ele começa a perceber a natureza e os poderes divinos na natureza a quem deve sacrifício, adoração, obediência, porque é por eles e por sua lei que os trabalhos do mundo mental e do mundo material são controlados, e ele aprende que apenas aumentando a presença e grandeza desses poderes em seus pensamentos, vontade e vida, pode ele próprio pode aumentar seus poderes, conhecimento, ação correta e as satisfações que essas coisas lhe trazem. Assim, ele acrescenta o sentido religioso e suprafísico ao sentido material e egoísta da vida e prepara-se para ascender do finito ao infinito.

Sri Aurobindo, Essays on the Gita, First Series - pg. 127

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O Processo do Yoga Integral (22f)

Eu conheci muitas pessoas - "muitas"?... bem, várias - que queriam demonstrar que os poderes espirituais davam uma grande capacidade de realização externa e que tentaram, em certos estados ou condições espirituais excepcionais, pintar ou compor música ou escrever poesia; bem, tudo o que eles produziram foi totalmente de segunda categoria e não pôde ser comparado com as obras dos grandes gênios que dominaram a natureza material - e isso, naturalmente, deu aos materialistas uma boa abertura: "veja, seu chamado poder não é nada" Mas isso foi porque, em sua vida externa, eles eram homens comuns; pois o maior poder espiritual, se entrar em material não educado, produzirá um resultado muito superior ao que aquele indivíduo seria capaz de alcançar em seu estado comum, mas muito inferior ao que um gênio que dominou a matéria pode produzir. Não basta que "o Espírito sopre", o instrumento também deve ser capaz de manifestá-lo.

A Mãe, 24 abril 1957, 9, 91-5.

Uma compilação dos textos d´A Mãe e ensaios de Sri Aurobindo,
Paulette Hadgagy, Auroville.

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