CASA Sri Aurobindo - Núcleo para o Livre Desenvolvimento da Consciência

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XII. O Significado do Sacrifício (10)

Essa explicação elaborada do Yajna estabelece, com uma vasta e abrangente definição, na qual se declara que o ato, a energia e os materiais do sacrifício, o doador e o receptor do sacrifício, a meta e o objeto do sacrifício são todos Brahman. "Brahman é a doação, Brahman é a oferta de alimentos; por Brahman ele é oferecido no fogo de Brahman; Brahman é o que deve ser alcançado por samadhi na ação de Brahman." Este é então o conhecimento no qual o homem libertado tem que fazer obras de sacrifício. É o conhecimento declarado dos antigos nas grandes frases Vedânticas: "Eu sou Ele", "Tudo isso realmente é o Brahman, Brahman é esse Ser." É o conhecimento de toda unidade; é o Úno manifesto como executor, ato e objeto de obras, conhecedor e conhecimento e objeto de conhecimento. A energia universal na qual a ação é derramada é o Divino; a energia consagrada da doação é o Divino; o que quer que seja oferecido é apenas alguma forma do Divino; o doador da oferta é o próprio Divino no homem; a ação, o trabalho, o sacrifício é ele próprio o Divino em movimento, em atividade; o objetivo a ser alcançado pelo sacrifício é o Divino. Para o homem que possui esse conhecimento, vive e age nele, não pode haver obras vinculativas, nenhuma ação pessoal e egoisticamente apropriada; existe apenas o Purusha divino agindo pela Prakriti divina em Seu próprio ser, oferecendo tudo ao fogo de Sua energia cósmica autoconsciente, enquanto o conhecimento e a posse de Sua existência e consciência divinas pela alma unificada com Ele é o objetivo de todo esse movimento e atividade direcionados a Deus. Saber isso e viver e agir nessa consciência unificadora é ser livre.

Sri Aurobindo, Essays on the Gita, First Series - pg. 120

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O Processo do Yoga Integral (19)

O que é "a imagem do coco seco"?

É dito que quando a pessoa se realizou (é aqui que ele diz isso), a pessoa se torna como um coco seco, que se move dentro da casca, que é livre dentro, não mais apegado ao envelope e movendo-se livremente dentro. É isso que eu tenho ouvido; é a imagem de não se ter mais nenhum apego. Você já viu isso, quando um coco se torna completamente seco, a noz dentro não está mais fixada na casca; e então, quando você o move, a noz move dentro; ela é completamente livre, é absolutamente independente da casca. Assim a imagem do ser é dada: a consciência física ordinária é a casca; e enquanto o Atman não está completamente formado ele está aderido, ele se prende, está preso, está aderido à casca e não pode ser destacado; mas quando está completamente formado, é absolutamente livre por dentro, rola livremente na casca sem estar fixado a ela. Deve ser esta imagem.

 

A Mãe, 15 junho 1955, 7, 203.

Uma compilação dos textos d´A Mãe e ensaios de Sri Aurobindo,
Paulette Hadgagy, Auroville.

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